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Simpósio: Literatura e arte no pensamento italiano contemporâneo – UFMG
out 22 – out 25 dia inteiro
Simpósio: Literatura e arte no pensamento italiano contemporâneo - UFMG

22-25/11/19 –  UFMG

Congresso Associção Brasileira de Professores de Italiano – ABPI

 

Literatura e arte no pensamento italiano contemporâneo
Nome dos coordenadores:
Patricia Peterle (UFSC/CNPq) – patriciapeterle@gmail.com
Aline Fogaça (UFRGS) – alinefogacareis@gmail.com
Égide Guareschi (UFTPR) – egideguareschi@gmail.com
Elena Santi (UFSC) – es.elenasanti@gmail.com

As propostas para comunicaçao devem ser enviadas para as organizadoras

 Propostas enviadas até 20/05/2019 receberão a resposta sobre o aceite do trabalho até 27/05/2019. _Propostas enviadas até 02/06/2019 receberão a resposta sobre o aceite do trabalho até 09/06/2019. 

Resumo:
O Simpósio Literatura e arte do pensamento italiano contemporâneo tem como objetivo propor uma
discussão transdisciplinar das relações entre literatura, arte, antropologia, filosofiae sociologia. A literatura é
carregada de marcas, indícios, rastros que falam sobre o homem, sobre sua relação com o fora, tecendo
uma complexa e imbricada trama cultural em constante diálogo com o espaço das diferenças. A partir
desses pressupostos, pretende-se debater sobre as conexões e relações entre literatura, arte e pensamento
como aberturas, territórios porosos e ruinosos e, sobretudo, como um laboratório de experiências com – na
– da linguagem. Pensar a linguagem, de fato, é entrar no âmago da experiência humana, é penetrar num
espaço misterioso e, ao mesmo tempo, necessário e fugaz, indecidível, como aponta Giorgio Agamben em
O fogo e o relato. A anacronia é um instrumento decisivo, nesse sentido, para a leitura de um evento, da
mesma forma que a reflexão sobre a contemporaneidade do não-contemporâneo não deixa de ser um dos
traços marcantes do pensamento italiano; ou seja, o de colocar-se, exatamente, numa convergência de
tensões entre sincronia e diacronia. A relação com a origem pode-se dizer que é um de seus núcleos
originários, e é por isso que os autores que inscrevem a tradição cultural italiana a partir de Dante não
escapam, por exemplo, a uma reflexão sobre a língua ou sobre a mais conhecida “questione della lingua”. É
nesse sentido que Roberto Esposito, em Da Fuori, afirma que o pensamento italiano, como sua própria
língua, elabora uma multiplicidade de soluções e de linhas de fuga, que nasce da convivência do italiano
clássico com outras línguas, desde o latim até os dialetos e as línguas locais. O pensamento pode ser visto,
assim, como uma operação com a linguagem, que desativa a própria linguagem e deixa inoperantes as
funções comunicativas e/ou informativas, possibilitando assim um novo uso. É esse traço híbrido,
heterogêneo, experimental e, até, espectral que caracteriza não somente algumas obras artísticas, mas o
próprio “movimento” do pensamento. De Dante Alighieri a Ludovido Ariosto, Giorgio Manganelli, Franco
Fortini, Gianni Celati, Elsa Morante, Vittorio Sereni, Eugenio Montale, Giorgio Caproni, Giovanni Raboni,
Pier Paolo Pasolini, Aldo Palazzeschi, Antonella Anedda, Patrizia Cavalli, Enrico Testa, Maria Grazie
Calandrone, Mariangela Gualtieri, Alda Merini, Laura Pugno e de Machiavelli, Vico, Giordano Bruno a
Giorgio Agamben, Franco Rella, Roberto Esposito, Massimo Cacciari, Dario Gentili, Enrica Lisciani-Petrini,
Andrea Cortellessa, a produção italiana vem expondo e colocando essa problemática. A proposta deste
Simpósio está relacionada ao projeto homônimo da Escola de Altos Estudos da CAPES, realizado pela
UFSC e pela USP.