Resíduos do humano

19/06/2019 14:35

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O sobrevivente do século XX é um homem dilacerado, o homem da contemporaneidade, momento em que as visões totalizantes (outra coisa são os totalitarismos) são colocadas em xeque, diante de um mundo em constante mudança que só consegue dar conta – quando dá – de pequenas partes, fragmentos, ruínas.
A literatura configura-se, então, como lugar de revolta da linguagem e lugar de revolta da história, da experiência. Ecos, vibrações, vozes silenciosas são movimentos, outras vidas e memórias de tempos naufragados. Um naufrágio que está ali, adormecido, talvez esquecido, mas pode vir à tona a qualquer momento.
Como ler hoje, na contramão ou nas entrelinhas de certa história literária, as vertentes que questionam os axiomas do próprio fazer literário – sujeito, palavra, personagem, contexto – e o “centralismo humanista” desse fazer?
Os sete ensaios aqui reunidos aceitam o desafio de colocar em discussão essa e outras temáticas correlatas, a partir, sobretudo, da análise das obras de alguns autores : Antonio Tabucchi, Silvio D’Arzo, Gianni Celati, Angelo Maria Ripellino, Giuseppe Ungaretti, Giorgio Manganelli, Juan Rodolfo Wilcock, Italo Calvino, Rina Sara Virgillito.
Resíduos do humano é um primeiro momento de discussão crítica que será continuada, em volumes de próxima publicação, a partir de questões paralelas como o contemporâneo e o anacrônico.